Ferramenta interativa

Comparador de versões

Na boca do povo, uma mesma lenda muda de contorno a cada região que a conta. Use o comparador para colocar as versões de uma narrativa lado a lado, ou para medir as diferenças entre dois seres do folclore.

1. Versões de uma mesma lenda

2. Dois verbetes diferentes

Aspecto Iara Boto-cor-de-rosa
ResumoMulher de canto irresistível que, dizem as águas amazônicas, atrai homens aos rios e os leva para o fundo, de onde raramente voltam.Golfinho-rosa que, nas rodas de festa à beira do rio, veste-se de branco e chapéu para seduzir moças — e precisa voltar às águas antes do amanhecer.
TipoPersonagemCriatura
RegiõesNorte, Centro-Oeste, Nordeste e SudesteNorte
Matrizes Indígena, Europeia e Mestiça / cabocla Indígena e Mestiça / cabocla
Onde a história acontece Em rios e lagos Em rios e lagos
Quando costuma aparecer À noite A qualquer hora À noite Em datas festivas
Qual é o seu comportamento Sedutor Assustador Sedutor
Qual é a sua forma Metade humana, metade animal Humana Animal Humana
Qual é o tema da história Amor Morte e além Proteção da natureza Amor Proteção da natureza
Características
  • Beleza rara, com cabelos longos e escuros
  • Cauda de peixe em diversas versões da lenda
  • Canto que hipnotiza qualquer homem nas proximidades
  • Prefere aparecer ao entardecer, sentada junto ao rio
  • Arrasta suas vítimas para o fundo das águas
  • Transforma-se em rapaz elegante e irresistível
  • Nunca retira o chapéu branco que usa
  • Esconde sob esse chapéu o orifício de respiração
  • Aparece com frequência nas festas de São João
  • Precisa regressar ao rio antes do sol surgir
Versões33
SignificadoFascínio e perigo se misturam na Iara, tradução simbólica de um rio que tanto alimenta quanto devora. Sua história ensina, a cada nova geração, a desconfiar das correntes e das lagoas — principalmente quando a luz do dia se esvai.Estudiosos enxergam nessa lenda um recurso social: justificar, sem expor a moça e a família a julgamentos severos, gestações fora do casamento nos povoados pequenos. Ao atribuir a paternidade a um ser encantado, a narrativa também deixa à mostra o peso dos costumes morais e das relações entre homens e mulheres na Amazônia.

Em verde, os traços que os dois verbetes têm em comum.