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Lendas amazônicas

A Amazônia talvez seja a região do país com mais histórias por metro quadrado de floresta. Boto e Cobra Grande, segundo quem mora à beira dos rios e igarapés, seguem rodando pelas águas; já a origem de alimentos do cotidiano, como a mandioca e o guaraná, é explicada por outro conjunto de narrativas, cada uma à sua maneira.

Indígenas, ribeirinhos, caboclos e migrantes que chegaram depois: séculos de convivência entre esses grupos deram origem a essas histórias. Não à toa, a mesma lenda pode mudar bastante de contorno dependendo de quem a conta.

Criatura · Norte

Boto-cor-de-rosa

Golfinho-rosa que, nas rodas de festa à beira do rio, veste-se de branco e chapéu para seduzir moças — e precisa voltar às águas antes do amanhecer.

Criatura · Norte

Cobra Grande

Serpente enorme que, segundo contam às margens dos rios amazônicos, mora nas profundezas, afunda canoas, escava igarapés e surge como navio iluminado.

Criatura · Norte, Nordeste e Centro-Oeste +

Curupira

Cabelos da cor do fogo e pés que apontam para o lado errado: assim a mata se defende, através do Curupira, de caçadores e lenhadores sem respeito.

Criatura · Norte e Centro-Oeste

Mapinguari

Criatura peluda e gigantesca da mata amazônica, de um só olho e boca no ventre, cujos gritos e mau cheiro aterrorizam caçadores e seringueiros.

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